Trezentos anos no passado. Dois mil anos no futuro. A longa ponte entre eles — escrita no longo silêncio de 2020, lançada aqui um capítulo de cada vez.
Durante o longo silêncio de 2020, quando a estrutura habitual de trabalho, viagens e reuniões se desfez, algo mais começou a surgir. Eu me sentava todas as manhãs e os capítulos simplesmente chegavam, quase mais rápido do que eu conseguia escrevê-los.
Não posso honestamente dizer que escrevi este livro. Posso dizer que fui o instrumento pelo qual passou.
A sua forma me surpreendeu. Ele recua trezentos anos — até o alvorecer da humanidade, contado como realmente poderia ter acontecido. E avança dois mil anos — para o futuro distante, onde muitos dos problemas em que estamos emaranhados hoje foram silenciosamente resolvidos. O meio é uma ponte: pequenas passagens sobre o presente, lidas de um ponto de vista futuro, como se o nosso próprio século estivesse sendo lembrado.
Alguns trechos leem-se como memória. Alguns leem-se como profecia. Já não sei qual é qual. Estou a escrevê-lo aqui, um capítulo de cada vez — em parte para o partilhar, em parte porque um livro que deseja existir deveria ser-lhe permitido.
Um capítulo é lançado por mês. O primeiro chega em junho de 2026. Os restantes chegarão em ordem.
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